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Compras por IA desacelera entre jovens e redefine comportamento de compra
Estudo da Rakuten Advertising revela que o AI shopping entra em uma fase mais madura: jovens reduzem a adesão, consumidores de maior renda lideram o uso e a validação humana segue essencial.
O uso de AI shopping está passando por uma fase de amadurecimento. Se antes a inteligência artificial parecia avançar de forma acelerada sobre a jornada de compra, novos dados mostram que o comportamento do consumidor está se tornando mais seletivo, especialmente entre os públicos mais jovens.
De acordo com o estudo “O mais relevante sobre AI shopping para parceiros e líderes de marketing”, da Rakuten Advertising, o percentual de consumidores que não utilizam IA para compras cresceu de 24,7% para 30,1% entre novembro de 2025 e março de 2026. Entre consumidores de 26 a 35 anos, a retração foi ainda mais expressiva, com queda de 17 pontos percentuais na adesão ao uso da tecnologia.
Esse movimento indica que o AI shopping não está desaparecendo, mas entrando em uma nova etapa: menos deslumbramento inicial e mais uso orientado por contexto, confiança e valor percebido.
Uso de IA nas compras entra em fase mais madura
Os dados mostram que a inteligência artificial continua relevante no varejo digital, mas de forma menos linear do que muitos projetavam. Em vez de substituir completamente os canais tradicionais de pesquisa, a tecnologia está sendo incorporada como mais um elemento de apoio à decisão.
Na prática, isso significa que consumidores usam recomendações geradas por IA, mas ainda buscam confirmar informações em outras fontes antes de concluir uma compra. Essa tendência é ainda mais forte em categorias complexas, nas quais confiança, reputação e profundidade de conteúdo continuam pesando na decisão.
Jovens reduzem adesão ao AI shopping
Um dos achados mais relevantes do levantamento é a desaceleração do uso de AI shopping entre consumidores de 26 a 35 anos. A queda de 17 pontos percentuais sugere uma mudança importante de comportamento: esse público não abandonou a tecnologia, mas parece mais crítico em relação ao seu uso como apoio direto à compra.
Esse dado pode indicar diferentes fatores, como:
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maior percepção de limitações nas recomendações automáticas;
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necessidade de validação adicional antes da compra;
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uso mais criterioso da IA em jornadas de consumo mais complexas;
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busca por fontes consideradas mais confiáveis, como reviews e sites oficiais.
Para marcas e profissionais de marketing, esse cenário reforça a importância de não tratar a IA como substituta da estratégia de conteúdo, mas como parte de um ecossistema mais amplo de influência e conversão.
Power users mostram maior intenção de compra
Se por um lado parte do público está mais cautelosa, por outro os chamados power users seguem demonstrando forte engajamento com a tecnologia. O estudo aponta que usuários que utilizam IA semanalmente ou com maior frequência apresentam:
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maior intenção de compra;
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mais confiança em recomendações geradas por inteligência artificial;
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maior propensão a validar informações antes da conversão.
Entre os usuários mais intensivos, 77,3% afirmam que a IA aumenta a probabilidade de clicar em links tradicionais de produtos e reviews. O dado é especialmente relevante porque mostra que o AI shopping não elimina a pesquisa tradicional — ele reorganiza essa dinâmica.
Ou seja, a IA pode funcionar como ponto de partida, mas a conversão continua dependendo de conteúdo confiável, comparações, avaliações e validação externa.
Consumidores de maior renda lideram adoção
Outro destaque da pesquisa da Rakuten Advertising é o perfil econômico dos usuários mais propensos a usar IA nas compras. Entre consumidores com renda anual acima de R$750 mil, a taxa de adoção chega a 86%.
Esse resultado sugere que a familiaridade com ferramentas digitais, o acesso a tecnologias emergentes e o perfil de consumo podem influenciar diretamente o uso do AI shopping. Também indica que públicos de maior renda tendem a enxergar mais valor em soluções que otimizam descoberta, comparação e decisão de compra.
Para marcas premium ou que atuam em segmentos de maior ticket médio, a inteligência artificial pode representar uma oportunidade estratégica importante, desde que combinada com conteúdo de alta qualidade e experiência de marca consistente.
Categorias complexas ainda exigem validação humana
Mesmo com o avanço da IA, algumas categorias continuam exigindo análise mais cuidadosa por parte dos consumidores. O estudo destaca que segmentos como produtos financeiros, software e viagens seguem demandando validação humana e conteúdo especializado, inclusive entre usuários avançados de inteligência artificial.
Isso mostra que, em jornadas mais complexas, o consumidor ainda valoriza profundidade, clareza e segurança informacional. Nesses casos, reviews, comparativos, conteúdos educativos e páginas institucionais continuam tendo papel decisivo.
Reviews e sites oficiais seguem relevantes
Outro dado importante revela que 54,9% dos consumidores ainda recorrem a sites de reviews para verificar informações após receber recomendações de IA. Já os sites de marcas e fabricantes foram o único canal de verificação que se manteve estável no período analisado.
Na prática, isso reforça dois pilares centrais do novo ambiente digital:
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credibilidade;
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confiança.
Mesmo em uma jornada influenciada por inteligência artificial, o consumidor continua buscando respaldo antes de avançar na decisão. Isso amplia a relevância de estratégias de conteúdo que priorizem autoridade, transparência e utilidade real.
O que essa mudança significa para marcas e parceiros
Os resultados deixam claro que o AI shopping não substitui a jornada tradicional de compra, mas reorganiza sua lógica.
Para marcas, publishers e parceiros, isso representa uma oportunidade concreta de fortalecer:
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conteúdos mais aprofundados;
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páginas comparativas;
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reviews especializados;
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estratégias de afiliados;
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ativos digitais voltados à construção de confiança.
Em vez de apostar apenas na automação, o momento pede equilíbrio entre tecnologia e credibilidade. A inteligência artificial pode acelerar a descoberta, mas a decisão final continua fortemente ligada à percepção de valor e à validação da informação.
AI shopping exige menos hype e mais estratégia
O principal recado da pesquisa é que o AI shopping está evoluindo para uma fase mais realista e estratégica. A tecnologia segue relevante, mas o consumidor se mostra mais criterioso sobre quando, como e para que usá-la.
Para empresas e líderes de marketing, isso significa que o diferencial competitivo não estará apenas em adotar IA, mas em construir uma jornada em que tecnologia, conteúdo e confiança trabalhem juntos.
Em um cenário em que consumidores mais jovens desaceleram o uso e públicos de maior renda puxam a adoção, entender nuances de comportamento será essencial para transformar inovação em resultado.
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