O mundo digital caminha para um cenário formado por consumidores mais cautelosos e adeptos aos adblockers, em um contexto em que predomina a preocupação com a segurança de dados. Nessa busca por um ambiente online cada vez mais seguro, é preciso pensar em soluções mais transparentes e com menor interferência nas informações captadas junto aos usuários.

As marcas hoje já se preparam para esse novo cenário: a Apple lançou o recurso Intelligent Tracking Prevention (ITP 2.3), incluído no Safari para o iOS13 e no Safari 13 para o macOS. Enquanto isso, o Firefox anunciou o sistema anti-tracking Enhanced Tracking Protection (ETP) 2.0, enquanto o Google comunicou que implementará restrições aos cookies de terceiros até 2023.

Considerando todas essas mudanças, a implementação de rastreamento server to server (S2S) é uma estratégia excelente para os membros do marketing de afiliados.

 

Diferenças do rastreamento invasivo

Uma campanha que tenha rastreamento de transações baseadas em cookies pode apresentar inconsistência na performance dentro da plataforma de afiliados. Uma vez notada qualquer imprecisão no rastreamento das vendas, os afiliados podem se sentir desestimulados em divulgar a campanha —ou até mesmo priorizar outras campanhas que não tenham esse problema.

No rastreamento S2S, os servidores do anunciante enviam os dados de conversão diretamente para os servidores da empresa responsável por executar estratégias de marketing de afiliados. Já os cookies identificam o afiliado responsável pela venda e não o consumidor que fez a compra. Desse modo, é impossível compartilhar dados sobre esse cliente com outros sites e empresas.

 

Implementação server to server

E por que o rastreamento server to server é uma boa saída? Basicamente, ele permite aos afiliados cumprir as normas de proteção de dados. E a razão para isso é que ele impede a criação de perfis invasivos. Como no marketing de afiliados não se usa perfis intrusivos, ele contempla desde o início o uso do rastreamento S2S. A grande diferença é que esse tipo de tecnologia envolve cookies e operações apenas no site do anunciante. Trata-se de um rastreamento mais “puro”.

Dessa forma, o rastreamento das vendas se torna mais seguro e preciso, evitando atritos com as mídias que operam por meio do canal do afiliado causados por eventuais problemas na mensuração das vendas em um rastreamento baseado em cookies. Isso também facilita processos operacionais internos, a exemplo da validação de pedidos, garantindo também que não haverá divergências entre os dados mensurados na plataforma de afiliados e os atribuídos pelo anunciante.

Esse tipo de informação mais segura e precisa reflete diretamente no potencial de performance da campanha, uma vez que os afiliados passam a ter visão exata do volume de vendas que estão gerando. Assim, todos poderão trabalhar para otimizar ou recuperar a performance de acordo com os resultados apresentados.

No entanto, é importante destacar que o rastreamento S2S não irá simplesmente substituir o rastreamento por navegador. Ao contrário, trata-se de uma adição ao sistema convencional, já que estamos falando de soluções que não operam exatamente com o mesmo tipo de dado.

Além disso, é fundamental ter em mente que as restrições referentes à privacidade de navegação não irão diminuir, mas aumentar. Assim, o modelo híbrido, que mescla os dois formatos, deve ser considerado com muita atenção.

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